(Antônio Maria)
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Canção de Fim de Ano
(Antônio Maria)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Frases de Woody Allen

‘Não é que eu tenha medo de morrer; apenas não quero estar lá quando acontecer.’
‘Eu nunca fui um intelectual, mas tenho esse visual...’
‘A vida não imita a arte; ela imita um programa de televisão ruim.’
‘Seres humanos são divididos em mente e corpo: a mente abraça todas as mais nobres aspirações, como a poesia e a filosofia, mas o corpo fica com toda a diversão.’
'Na Califórnia não se joga o lixo fora. Eles o reciclam na forma de programas de TV'.
'Não posso escutar muito Wagner. Fico com vontade de invadir a Polônia'.
'Estava deprimido e com vontade de me suicidar e tê-lo-ia feito se o meu psicanalista não me tivesse obrigado a pagar as consultas adiantado."
"Eu e minha mulher ficamos na dúvida entre tirar férias ou nos divociarmos. Optamos pela segunda hipótese. Duas semanas no Caribe podem ser divertidas, mas um divórcio dura para sempre".
"Às vezes me perguntam por que trabalho tanto. É porque, quando ficar velho, quero pôr meus pais num asilo".
"E se tudo for uma ilusão e nada existir? Nesse caso, não há dúvida de que paguei demais por aquele carpete novo".
"A vida é cheia de miséria, sofrimento e solidão - mas acaba muito depressa."
"Sexo é como jogar bridge: se não se tem um bom parceiro o melhor é ter uma boa mão."
"Já várias vezes disse que a única coisa que se interpõe entre mim e o sucesso sou eu."
"Meu pai trabalhou na mesma empresa durante doze anos. Eles o demitiram e o substituíram por uma maquininha deste tamanho, que faz tudo o que o meu pai fazia, só que muito melhor. O deprimente é que minha mãe também comprou uma igual".
"Certo dia, atrasei-me ao voltar da escola e meus pais pensaram que eu havia sido sequestrado. E aí entraram imediatamente em ação: alugaram meu quarto".
"A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife".
Sobre Woody Allen:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Woody_allen
http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=303
Alexandre Rios
sábado, 15 de dezembro de 2007
Centenário de Oscar Niemeyer?
(Nelson Rodrigues)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
O - ainda eterno - dia seguinte

Estudos indicam que bilhões de reais deixaram de escorrer pelo ralo da sonegação em função da CPMF; a suspensão da arrecadação da CPMF retira cerca de 40 bilhões de reais que seriam drenados para a área da saúde, somente em 2008 (por volta de 160 bilhões nos próximos quatro anos), com a agravante de comprometer o repasse dos 29 bilhões de reais vinculados à *emenda 29.
Pois bem, quem ressarcirá a sociedade brasileira deste confisco às avessas? Quem será responsabilizado pela perpetuação do caos na área da saúde pública? Estes miseráveis que votaram contra a CPMF terão a cara-de-pau de criticar o sistema de saúde pública deste país? Bem que esta matéria mereceria uma CSI (Comissão Social de Inquérito)!
Não tendo respostas para as perguntas precedentes, só temos a afirmar duas coisas: primeiro, os que votaram contra a CPMF são da mesma linhagem daqueles que promoveram e apoiaram o golpe militar [de 1964] – se estivessem no Chile, participariam do golpe contra Salvador Allende e o povo deste país, ‘sem dó nem piedade’!; Se fizessem parte do Conselho de Segurança da ONU apoiariam solenemente a bárbara e desumana invasão do Iraque; se estivessem recentemente na Venezuela, marchariam com o golpista Pedro Carmona, a fascista RCTV e a famigerada CIA.
Os que votaram contra a CPMF (re)conhecem o valor da saúde [pública] apenas nos palanques ordinários da politicagem abjeta e nos bilhetinhos sórdidos representativos do “atenda, pra eu ganhar meu voto”! (o que explica o tal de ‘Mão Santa’ ser senador da República? Ainda que no Brasil não tenhamos um baita senado [longe disto], como disse, com muita propriedade, o digníssimo Pedro Simon). Segundo, os que votaram contra a CPMF referendariam o AI-5, sem o menor constrangimento. Ao contrário, com muito prazer, celeridade e solicitude. Os que votaram contra o Brasil, atentando contra o governo popular do presidente Lula, são da mesma linhagem dos que de forma inveterada lutaram e lutam contra os avanços democráticos e sociais, arautos e protagonistas do atraso e da barbárie (in)civilizatória.
Os que, sob a atual conjuntura, votaram contra a CPMF são, simplesmente, da mesma – nefanda – linhagem!
*Fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. A emenda obrigou a União a investir em saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do PIB. Os estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos, e os municípios, 15%. Trata-se de uma regra transitória, que deveria ter vigorado até 2004, mas que continua em vigor por falta de uma lei complementar que regulamente a emenda.
Alexandre Rios e Messias Macedo.
...Pensando no Brasil e no seu povo, e não nos seus respectivos umbigos!
CPMF, oposição e os demônios
A imagem diz tudo

Adeus, CPMF!
A quem interessar, segue o voto dos senadores.
Thales Azevedo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
WEB 2.0
"O termo Web 2.0 (criado pelo Tim O' Reilly) é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web --tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A idéia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo.
Muitos consideram toda a divulgação em torno da Web 2.0 um golpe de marketing. Como o universo digital sempre apresentou interatividade, o reforço desta característica seria um movimento natural e, por isso, não daria à tendência o título de "a segunda geração". Polêmicas à parte, o número de sites e serviços que exploram esta tendência vem crescendo e ganhando cada vez mais adeptos. " -Folha de São Paulo
O wikis são "Páginas comunitárias na internet que podem ser alteradas por todos os usuários que têm direitos de acesso." - Folha de São Paulo. O blogs . . . Nem precisamos explicar. Mas eles têm passado por sérias transformações, como na edição do Layout. Nós, por exemplo, podemos mudar em poucos cliques a configuração do blog, posicionar textos e inserir "gadgets" ("coisinhas" legais para o blog, como o nosso player do Latfm e o atual link para RSS).
E finalmente o RSS. “Abreviação de "really simple syndication" [distribuição realmente simples], é uma maneira de distribuir informação por meio da internet que se tornou uma poderosa combinação de tecnologias "pull" --com as quais o usuário da web solicita as informações que deseja-- e tecnologias "push" --com as quais informações são enviadas a um usuário automaticamente. O visitante de um site que funcione com RSS pode solicitar que as atualizações lhe sejam enviadas (processo conhecido como "assinando um feed").” – F.SP
O RSS (XML) se resume numa newsletter ou página principal. Ou seja, ele serve para fornecer-lhe zilhões de notícias. Entretanto, eu não preciso entupir meu email de “spams” ou ficar mudando de páginas para ler notícias. Eu preciso somente de um leitor de feeds, como um Google Desktop, FeedReader, RSS Bandit ou o próprio Firefox (melhor browser, indiscutivelmente).
Mas como “assinar” essa #$*& desse feed? Simples: Baixe o Firefox, clique nesta imagem e adicione em favoritos. Automaticamente as informações do nosso blog serão atualizadas diariamente, sem vc ficar abrindo páginas e mais páginas para ler notícias quentinhas. Só precisa abrir o painel dos “Favoritos” e ver as últimas notícias dos sites.
Como vc pode ver na figura, qualquer site que possui RSS poderá ser adicionado. Ele também pode ser adicionado pela figurinha que fica ao lado do endereço do site. Esse recurso é muito bom para amantes de notícias online, como eu. =D
Entretanto, toda essa gama de novos recursos tem seus problemas. Além de exigir uma quantidade de memória RAM maior no browser, ela tem seus probleminhas de segurança. O número de portas abertas da internet são maiores, permitindo mais facilmente a entrada de malwares e vírus. Além disso, como o compartilhamento de arquivos tem se intensificado, o espalhamento de objetos indesejados torna-se intensivo. Algumas precauções são: janela única (evitar abrir 2 sites com recursos Java), fazer logout (ao encerrar uma aplicação na web), ficar atento aos sites que possuem muita interatividade, e claro ter um bom anti-vírus (Kaspersky) atualizado.
Enfim, este post só faz formalizar a explicação de aplicativos que utilizamos cotidianamente. Dpois postarei a importância dos softwares livres e mostrar porque usar o Linux Ubuntu. Sejam bem-vindos à era WEB 2.0.
Lucas Caires
sábado, 8 de dezembro de 2007
Rumo à tropa de elite!

É por isso que existem os editores de blog, tropa de elite da internet brasileira.
Na teoria, os editores de blog fazem parte da blogosfera.
Na prática, é uma internet completamente diferente.
Nossas caixas de comentários deixam claro o que acontece quando publicamos um artigo.
E nossos temas não tem GIFs animados. Nossos temas não têm frescuras, parceiro.
Os editores de blog surgiram para intervir quando os grandes portais não conseguem dar jeito.
E, na internet brasileira, isso acontece o tempo todo.
E, na blogosfera, existem quase 100 milhões de blogs.
A cada dia surgem 120 mil blogs novos.
Muitos deles cheios de códigos maliciosos, erros de português bizarros e informação sem sal nem açúcar até os dentes.
É burrice pensar que, em um ambiente assim, os blogueiros vão publicar artigos só pra valer sua arte.
Blogueiro também tem família e amigo.
Blogueiro também tem medo de ter o site hackeado ou processado por político corrupto.
É por isso, parceiro, que nessa história todo blogueiro tem que escolher.
Ou vive de hype.
Ou vira miguxo.
Ou vai pra guerra."
(*) Texto de Alessandro Martins pra anunciar o lançamento do projeto Nossa Via
(*) Camiseta "LIGHTSABER NA CAVEIRA" à venda no Jovem Nerd
Fonte: http://www.treta.com.br/
Alexandre Rios.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
A "derrota" de Chávez
O “ditador” reconhece o resultado, diz que a vida segue? Mas como? Ele não é um louco, um anti-democrático? Que se vai fazer agora? Que mensagem será distribuída pelos canais da CNN, pelas agências estadunidenses, pelos porta-vozes do poder? Certamente vão se acirrar as notícias de que o povo da Venezuela voltou a recuperar o juízo, que “os bons” venceram, que a queda de Chávez está próxima e toda a sorte de maledicências. Não é preciso ir muito longe no tempo histórico e vamos ver como foi que os Estados Unidos fez para ocupar o Panamá, Granada, Chile, Afeganistão, Iraque, Haiti, enfim, qualquer lugar que se arvore querer caminhar com os próprios pés.
Durante a semana do referendo, várias foram as denúncias sobre as ações da CIA na Venezuela, financiando estudantes das universidades privadas, buscando apoio de alguns grupos de esquerda e sindicalistas que estão contra Chávez. Esse processo foi desvelado como “Operation Pincer” e mostra que a proposta dos Estados Unidos é criar um ponto fixo de oposição a Chávez envolvendo inclusive, os militares dissidentes. A idéia é iniciar um foco insurrecional com o já roto bordão de “busca da democracia”. Claro que a democracia de que falam é a mesma que estão impondo ao Afeganistão e ao Iraque.
Outro ponto de grande oposição foi a da golpista FEDECAMARAS, de atuação conhecida no episódio do paro petroleiro e no golpe de 2002. Como uma das propostas de mudança constitucional instituía a jornada de seis horas para os trabalhadores, os comerciantes e o empresariado estavam em pânico. Redução de jornada significaria redução de lucros e isso ninguém poderia admitir. Com isso, a mídia (que nunca sofreu censura por parte do governo bolivariano) foi pródiga nas campanhas e na divulgação de mentiras.
Chávez, por sua vez não é um santo, e nem poderia sê-lo. É apenas um político humano, demasiado humano, com toda a sua carga de erros e desacertos. Ele acredita piamente que pela via democrática, com a cada vez maior participação popular, é possível ir mudando os rumos da Venezuela. Ele acredita no seu povo, crê no processo protagônico dos pobres, dos desvalidos. E foi por acreditar que a população poderia reconhecer a importância das mudanças que estão acontecendo no país que ele cometeu alguns erros. Um deles foi não ter feito a consulta ponto por ponto como bem analisa o teórico Heinz Dieterich. Havia muita gente que não estava concordando com alguns dos artigos e isso pode ter levado a grande abstenção que se registrou. Afinal, mais de 44% da população decidiu não votar. Pode ter pesado esse aspecto. As pessoas não queriam votar em bloco, sem poder deliberar artigo por artigo.
Para grande parte dos trabalhadores e dos camponeses a derrota do sim significa um grande travo nas conquistas populares. Como bem lembra o analista estadunidense James Petras, um dos artigos da mudança constitucional acelerava ainda mais o processo de reforma agrária tornando mais ágil a expropriação das terras. Segundo Petras, Chávez já assentou mais de 150 mil trabalhadores sem-terra sobre 2 milhões de acres [809,4 mil hectares). E tudo isso num país que até pouco tempo importava tudo o que consumia. Além disso, uma outra emenda garantia a cobertura universal de segurança social a todos os trabalhadores do setor informal (vendedores de rua, trabalhadores domésticos, auto-empregados) que representa hoje 40% da força de trabalho na Venezuela.
Não bastasse isso, entre as mudanças havia a que garantia admissão aberta e universal à educação superior, abrindo as universidades para os mais pobres e outras que aumentavam o poder o orçamento dos conselhos de moradores para que pudessem atuar e investir diretamente nas suas comunidades. Tudo isso eram mudanças insuportáveis para a classe que sempre esteve no comando e que ainda detém o poder econômico na Venezuela. Não foi à toa que a luta se deu de forma renhida.
Grande parte dos analistas é unânime em dizer que o ponto que mais pesou para a abstenção foi o que garantia ao então presidente a possibilidade de se apresentar de forma ininterrupta para as eleições. Essa possibilidade de a Venezuela ter Chávez como presidente por anos a fio foi a gota de água que fez com que o capital usasse de todas as suas armas para derrotar o venezuelano. Modestamente colocada na minha condição de mera “olheira” dos fatos, me permito discordar. Esse foi talvez o ponto mais discutido, o que garantia aos poderosos do mundo disseminar o preconceito através da palavra “ditador”. Mas, uma olhada no conteúdo das mudanças, e a gente já pode ver que a questão foi bem outra. Caso passassem as reformas, a Venezuela daria um gigantesco passo na direção da Reforma Agrária, do direito dos informais, das melhorias para os trabalhadores empregados, de uma segurança previdenciária justa e muito mais. Esses artigos, independentemente de quem estivesse no governo, seriam por si só, insuportáveis para os donos do capital. Então, Chávez estar ou não na presidência não teria importância alguma. Os direitos estariam garantidos e seriam defendidos pelos conselhos populares, também fortalecidos pelas mudanças.
Assim, o que estava em jogo na Venezuela era sim o poder popular. A garantia dos direitos dos trabalhadores, dos empobrecidos, das gentes organizadas. É nesse sentido que o erro de Chávez assume uma dimensão desalentadora. Porque, ao tentar garantir uma possibilidade de reeleição, votando em bloco todas as mudanças, acabou perdida – nesse momento - a possibilidade de um avanço concreto nas conquistas do povo. Então, talvez seja hora de o governo venezuelano perceber que as elites não estão mortas, que o poder econômico é forte, que a classe média é assustadiça e escorregadia e que muita mais gente do que se pode imaginar tem medo de ver o povo no poder. Às vezes, gente do próprio povo que não consegue se libertar de sua condição de escravo. Os servos voluntários, sempre prontos a tremular a bandeira de seus opressores.
Mas, passado o momento de perplexidade das gentes em luta, sempre é tempo de retomar o caminho. As conquistas podem ser recuperadas pontualmente, uma a uma. Não é hora de esmorecer. Muito pelo contrário. O resultado das eleições só prova que a luta de classes segue acirrada e que ainda há muito por fazer. Não é fácil, nunca foi, lutar contra o império. A história mostra que, nestes embates, os mais fracos sempre acabam acossados, esmagados, dizimados. Na Venezuela, nos próximos meses, saberemos, enfim, quem são os fracos. Não deu agora. O tempo dará as respostas...
(Elaine Tavares)
domingo, 2 de dezembro de 2007
É hoje


Crédito das montagens: Correio do Povo.