domingo, 17 de agosto de 2008

Tombos sem graça


No país da piada pronta, não esperem sarcasmo ou ironia aqui por causa das quedas do brilhante ginasta ou do cavaleiro.

Somos todos nós que caímos.

Porque não é de hoje que estamos de quatro diante do quadro de nossa cartolagem, corrupta e incompetente.

Quem derruba nossos atletas somos nós mesmos, com nossas expectativas exageradas, com o peso que botamos sobre seus ombros, com o nosso ufanismo de véspera e depressão depois.

Quem os derruba é a falta de uma Política Esportiva e o excesso de dinheiro nas mãos de poucos, para suas mordomias.

De que vive o presidente do COB, por exemplo?

E há quanto tempo lá está?

Com que resultados?

Será que ganhou experiência em Pequim?

A verdade é que tirante o vôlei, cujo trabalho inicial, aliás, diga-se a bem da verdade, foi muito bem feito por ele mesmo, onde mais podemos dizer que os resultados são fruto de um trabalho sério e planejado?

Sim, na ginástica e no...

Pergunte a César Cielo Filho de Ouro quanto ele se julga devedor do também eterno cartola da natação.

Deixa pra lá.

Porque podemos até ganhar dois ouros no futebol, mas, convenhamos, será pelo velho talento, jamais pela organização, como vimos na última Copa do Mundo e estamos vendo na China.

E o basquete?

Quem são esses cartolas que não largam de seus privilégios e que ainda têm o apoio não só dos diversos ministros como, também, dos presidentes da República -- todos eles, sem exceção?

Não, não tem graça nenhuma os tombos que levamos.

Ruim mesmo é a cachaça que tomamos.

Juca Kfouri


Alexandre Rios

Um comentário:

Jorge disse...

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