segunda-feira, 28 de julho de 2008

ONG diz que EUA tiveram envolvimento em golpe contra Chávez

Santiago do Chile, 28 jul (EFE) - Os Estados Unidos estiveram "envolvidos" no golpe de Estado de 2002 contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, embora ainda não se saiba o papel exato que o país teve na ação, denunciou hoje a ONG americana National Security Archive.

"Não tenho dúvida de que os Estados Unidos estão envolvidos no atentado contra Chávez", disse à Agência Efe em Santiago do Chile Peter Kornbluh, diretor dessa organização dedicada a revelar documentos secretos.

O golpe de Estado de 11 de abril de 2002 afastou do poder por cerca de 48 horas o chefe de Estado venezuelano, que, em diversas ocasiões, acusou os Estados Unidos de estarem por trás da manobra.

Kornbluh, que hoje participou de um seminário na capital chilena, disse que a organização obteve "documentos que demonstram que EUA, o serviço de inteligência e o Governo americano conheciam com dias de adiantamento os planos dos golpistas".

No entanto, ressaltou que a entidade a qual dirige não tem "documentos (sobre) um plano ou uma participação americana" no golpe e, por isso, pediram relatórios sobre essa possível ingerência.

"Acho que, algum dia, obteremos esses documentos, mas sem estas provas não podemos dizer qual foi o papel exato dos EUA antes do golpe", indicou Kornbluh.

Não se sabe "a que nível foi, mas pelo menos (EUA) tinham contato com os golpistas", acrescentou.

O diretor da organização, que revelou documentos que demonstram a implicação dos EUA na implantação de ditaduras na América Latina nos anos 70, afirmou que o país perdeu a influência na região.

Em sua opinião, a América Latina conta com Governos mais estáveis e economias mais desenvolvidas que forjam vínculos com outros países como China, especialmente pela liderança da Venezuela, que distribui ajuda a Bolívia, Equador e Nicarágua, entre outros.

Alexandre Rios.

Um comentário:

Thales Azevedo disse...

Que bom seria para o povo venezuelano se o fanfarrão tivesse pulado fora de vez.

O resto é especulação vagabunda, com o primor de credibilidade que só as ONGs têm.