quarta-feira, 7 de maio de 2008

Zeitgeist - The Movie



Zeitgeist é um documentário produzido em 2007 e apresenta três enfoques, por incrível que pareça, inter-relacionados: Cristianismo, 11 de Setembro e Reserva Federal dos EUA.

“Isso é um problema. É o não confiar propriamente no "Agora", que aquilo que vivemos agora possui muitas coisas poderosas. É tão poderoso que nós somos incapazes de enfrentá-lo. Conseqüentemente, temos que emprestar do passado e convidar o futuro a todo o momento. E talvez seja por isso que procuramos a religião.” – Chogyam Trungpa

A frase citada anteriormente mostra uma concepção geral defendida no filme. O homem está enfrentando diversas crises a nível global, seja ela política ou social, cuja resolução encontra-se nas atitudes do “Agora”. As diversas críticas pelo documentário baseiam-se na importância da mudança de concepções do humano Hoje. O documentário quer alertar ao telespectador as diversas formas de dominação (Religião, Mídia, Guerras, Mentiras e Corrupção) sobre uma comunidade global e como nos tornamos meramente bonecos em diversas jogadas inteligentes de mercenários, “papas” e de uma espécie em abundância no Brasil: “José Dirceu”. Jogadas responsáveis por milhares de vidas inocentes, que concentram atenções em figuras estupidamente idolatradas e que geram esse sentimento de medo do próximo na sociedade


Na primeira parte mostra-se a origem copista do cristianismo. São comparações e análises muito interessantes, como a justificativa do 25 de dezembro, a origem dos símbolos cristãos, o plágio dos cristãos a cultura egípcia, o questionamento sobre a existência de Jesus Cristo, a “importância” da religião sobre o estado, etc. Essa parte do documentário é importante para a desconstrução da concepção moralista impregnada numa sociedade basicamente cristã, como a brasileira. A religião é um martírio para o crescimento econômico e político de um país - temos o exemplo das pesquisas com células-tronco - pelo fato de apresentar conceitos arcaicos definidos por milênios, fruto de uma sociedade ultrapassada tecnológica e socialmente (lembremos da Religião defendendo a escravidão e o patriarcalismo). Não bastasse o Estado, a Religião mantém muitos aristocráticos no poder através de arrecadações para um “Ser Divino”.

Explicação da Transição de Era e o "surgimento" de Seres Divinos

“Ao menos 12 países alertaram a inteligência americana sobre o eminente ataque”

E, assim, entramos na parte mais irônica do Zeitgeist, já que esculachar Bush e seu governo é sempre bom. Apesar de o assunto ser batido, 11/9 ainda traz diversas provas sobre conspiração descarada produzida pelos EUA para ostentar uma guerra em nome de uma dita invasão terrorista. Dentre as novas provas não vistas - por mim - estão a incursão de bombas nas bases das torres, justificativa da negligência do controle aéreo americano e informações verdadeiras sobre os “terroristas” acusados pelo governo americano. Além disso, demonstra justificativas para o atentado em Londres no mesmo ano.

“Existe algo por trás do trono maior que o próprio rei” - William Pitt

“O mundo é comandado por diferentes personagens que são imaginados por aqueler que estão por trás dos bastidores” - Benjamim Dislaeli

Na terceira parte (a melhor) explica-se conceitos econômicos básicos, principalmente, com foco no funcionamento do Banco Central e a Reserva Federal dos EUA , relacionando-os com fatos históricos, como guerras (inclusive a contra o “Terror”), crises e golpes políticos. Com diversos argumentos ele demonstra a desfragmentarão do poder público estatal à medida que o próprio Estado fica encurralado por instituições bancárias Privadas. Uma breve justificativa: para cada cédula produzida atribui-se um imposto sobre a mesma, que o governo tem de pagar com as próprias cédulas dos bancos privados. A economia entra num ciclo vicioso de submissão e fica sujeita à inflação e acúmulo sucessivo de dívidas. Sem contar a concentração de capital especulativo na mão de, literalmente, donos das economias.

"Dá-me o controle do fornecimento de dinheiro de uma nação, e não me importarei mais com Leis." - M.A. Rothschild, Fundador da dinastia bancária Rothschild.

Apesar de ter um conteúdo denso e competente, o documentário é apelativo. Utiliza imagens sensacionalistas, com intenso sofrimento humano, e músicas impactantes. Obviamente, isso pode ser filtrado pelo telespectador – nada que prejudique tanto a qualidade do filme. Outro aspecto interessante é a utilização de ironia ao longo das críticas e muita utilização de falas das épocas relacionadas.

Enfim, um documentário necessário de atenção e respeito pela grande mídia, afinal encontrei-o pelo youtube e baixei-o de graça pelo Site Oficial. A única contra-indicação é cautela com as imagens apelativas.


Lucas Caires

5 comentários:

MARISCO disse...

Certa vez, li neste blog uma série de adjetivações grosseiras à ministra Dilma e à sua direção a frente da Casa Civil.
Hoje, quando assisti ao senador Agripino Maia ingadando à ministra sobre sua conduta enquanto era torturada, lembrei-me das adjetivações proferidas por este blog.
Não tenho a menor idéia de quem escreve este blog, não creio que tenha idade para ter sido torturador, nem imagino que o pai (ou a mãe) tenha sido. Por isso, pergunto: Qual sua opinião sobre o fez o senador?

Thales Azevedo disse...

A participação do senador Agripino Maia foi completamente desastrosa, digna da oposição vagabunda que o país tem, e ajudou a favorecer a situação da ministra. Mas para o dossiê, bem, para o dossiê não houve resposta. Como sempre, e contra todas as evidências, Dilma Rousseff negou a existência do mesmo, insistiu que a Casa Civil fez apenas um banco de dados. Só não foi capaz de dizer quem mandou elaborá-lo.

Sobre o post, faltou uma recomendação a algum filme do Michael Moore.

Alexandre Rios disse...

Só pra constar, três pessoas escrevem nesse blog, com opiniões, geralmente, divergentes. Não vamos generalizar...

Thales Azevedo disse...

Não houve generalizações sobre a linha editorial do blog, houve uma opinião sobre um texto meu.

Lucas Caires disse...

Como Alexandre disse, temos três autores, algumas vezes com idéias divergentes.

Quanto ao filme do Michael Moore, acredite quem quiser: a Guerra ao "Terror" é um exagero, e serve como desculpa descarada para o benefício de mercenários.

E me chame de louco ou não: uma Guerra "plantada" com a América do Sul não está tão longe de acontecer.