terça-feira, 14 de outubro de 2008

Desespero e escrúpulos às favas II


Eis o comercial da candidata Marta Suplicy, já banido de circulação, que indaga se seu adversário e atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab é casado e tem filhos. Sabe-se que as duas respostas são negativas. A clara intenção é o sórdido questionamento sobre sua sexualidade, que a ninguém interessa, a não ser a ele próprio, e em nada influencia na sua excelente administração da cidade. Na tentativa de reverter a situação de 17 pontos de vantagem para o candidato democrata, apontados pelo Datafolha, parece mesmo valer tudo. A reação dos mais diversos setores do jornalismo - do sério, e de quem quer que faça questão de exigir um mínimo, sim, de escrúpulos nas campanhas foi unânime e imediata. Abaixo, dois comentários de Reinaldo Azevedo.

"A campanha de Marta comete uma dupla canalhice ética.

A primeira, evidentemente, é especular, sem que lhe tenha sido dada licença, sobre a condição sexual de alguém, o que é inaceitável; a segunda é sugerir que, se fosse verdadeira a ilação, seria uma mácula. Não! Kassab, acreditem, não está sendo pessoalmente atingido. Mas todos os gays do país estão. Marta quer lhes cassar a cidadania com uma campanha covarde e homofóbica, que nem mesmo ousa dizer seu nome. Justo ela, que iniciou a sua carreira política fazendo proselitismo entre os homossexuais. Mais uma farsa se revela — ou uma “bravata”, para usar expressão do presidente Lula: os gays serviram para dar visibilidade a Marta Suplicy. Agora, se preciso, ela os manda para a fogueira para conquistar os votos evangélicos. Foram usados e agora são jogados fora. No PT, vale tudo para se eleger. Sempre valeu."

"Caberia ao DEM indagar se, quando Marta namorou aquele argentino pela primeira vez, já havia rompido formalmente o casamento com Eduardo Suplicy? Eu acho que não. Eis aí. Eis o PT que diz combater preconceitos. Eis o PT de Lula, que ele diz ser alvo de discriminação."

Thales Azevedo.

Um comentário:

Lucas Caires disse...

eis a política bananeira.
ao menos foi banida.